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7 de setembro - Banda Paulo Rocha e autoridades municipais - ABERTURA DO DESFILE CÍVICO


Um comentário:

Anônimo disse...

Prece: Gente,

Eu não entendi muita coisa nesse desfile. Mas tem muita gente que entendeu muito bem.

Que diabo tem santa a ver com pátria? Cadê o candonblé da maioria negra desse país por exemplo? Que cultura perfurada e dirigida é essa? Tem gente que não respeita as cores todas da bandeira, só pensa na cor do ouro, ouro, ouro, ouro, our, ou, o nosso.

Cadê o verde esperança?
Cadê o azul do céu?
Cadê as estrelas maiores?
Os cangaceiros? Sério?
Cadê o branco da paz?
Cadê, cadê, cadê?

E a Constitução da República Federativa do Brasil?

No inciso VII do artigo 5º, estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.
Qual é a lei a qual esse povo está subjulgado para ser obrigado a defender aquelas cores, culturas, ideologias, políticas sociais, crenças religiosas, aliás, eles sabem o que são essas coisas? Já lhes ensinaram isso na escola, sobre sexo e drogas?

Pergunto isso porque Tuparetama está em 2085º das 3133º posições possíveis no ranking do IDEB de 2008 com média 2,5 bem abaixo dos 4,2 da média nacional e bem distante do almejado 6.0 dos países desenvolvidos.

Ou seja, nossas crianças estão assimilando aproximadamente 1/3 da informação que lhes é transmitida.

Que significa dizer que, ou a informação está sendo passada de forma insuficiente, o que não duvido, nem afirmo, ou de forma incorreta, que é uma hipótese, ou ainda, as crianças estão sem alimentação adequada, que é uma outra hipótese viável.

Mas, olha, por muita coincidência mesmo, no dia seguinte ao belíssimo e colorido desfile de 7 de setembro, ou seja, no dia 8 de setembro, o Ministério Público divulgou a seguinte matéria:

"Ministério Público de Pernambuco - 08 de Setembro de 2008
Segunda-feira, 8 de setembro de 2008
17h30 - Promotoria de Tuparetama garante cumprimento da Lei 10.639

O município de Tuparetama terá trinta dias para introduzir nas escolas da rede municipal e particular os conteúdos referentes a história e cultura afro-brasileiro. A medida é resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a prefeitura do município, representada pelo prefeito Domingos Sávio da Costa Torres, baseado na Lei Federal n° 10.639 que prever que "nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre história e cultura afro-brasileira" ressaltando a história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.

A prefeitura e a secretaria municipal de educação se comprometeram a realizar capacitações com os professores acerca do conteúdo que será trabalhado com os alunos e garantir que os conteúdos referentes a história e a cultura afro-brasileira seja ministrada em todo o currículo escolar, notadamente nas disciplinas de educação artística, literatura e história do Brasil.

Ainda no acordo, a promotora Ana Clézia Nunes pede que a prefeitura remeta relatórios semestrais ao MPPE sobre o conteúdo programático das disciplinas e da capacitação do corpo docente. A Lei Federal 10.639 foi assinada em 2003, mas cinco anos depois, ela ainda não foi posta em prática na maioria dos municípios brasileiros, mesmo já existindo um parecer do Conselho Nacional de Educação estabelecendo as diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para ensino da história e cultura afro-brasileira e africana.

Caso não cumpra o prazo acordado com o MPPE, o prefeito de Tuparetama pagará uma multa diária no valor de um salário mínimo (R$ 415,00) que será revertida em favor do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente.


E a Constituição da República Federativa do Brasil, o que diz sobre o negócio da santa e do santo e do pai e da mai do santo e da santa e os parentes e filhos de criação e esses outros relacionamentos mais modernos???

O artigo 19, I, veda aos Estados, Municípios, à União e ao Distrito Federal o estabelecimento de cultos religiosos ou igrejas, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

Qual é mesmo a Lei que manda a prefeitura subsidiar santo, santa, ou pai de santo, ou santa, ou não, e vice-versa? Qual é mesmo o interesse público, aliás, qual é o público? Não há essa lei, e já dizia o renomado jurista Hely Lopes Meyreles, "...enquanto na vida privada podemos fazer tudo que a lei não proíbe, no direito público somente podemos fazer aquilo que a lei expressamente autoriza

Sei de uma coisa que é fato, é que a Ex-Princesinha do Pajeú, por falta de investimentos pelo município além do estipulado em lei e de uma ação transformadora da educação e cultura do município, o nosso berço amigo transformou-se num centro turístico de exploração sexual infantil e tráfico de entorpecentes segundo relatórios da última caravana do CREMEPE realizada em 2008, vejam trecho de uma reportagem a respeito do tema:

CREMEPE - Conselho Regional de Medicina de Pernambuco
http://portal.cremepe.org.br/
publicacoes_noticias_ler.php?
cd_noticia=2043
Acessado em 21/09/2008 às 17:24h
Notícias
Adicionado por Joane Ferreira em 07/04/2008
CARAVANA DO CREMEPE

"No rastro da miséria

Caravana do Cremepe revela perfil alarmante das pequenas cidades do Estado: maioria dos habitabntes não sabe ler, não tem água e é mal alimentada
(...)
DROGAS

Em Tuparetama, a 400 quilômetros do Recife, o álcool é um problema entre os adultos. O crack é conhecido dos jovens e a exploração sexual acontece em bares próximos ao Centro da cidade. “Aqui todo dia que tem feira (às segundas-feiras), os homens vêm logo cedo para o bar. Só tem menina nova. Elas sobem na mesa, dançam e fazem sexo por R$ 10”, revelou um agricultor da cidade que levou integrantes da caravana ao estabelecimento.

Não só de maus exemplos se constituiu o levantamento. Em Carnaíba, cidade de 18 mil habitantes e distante 325 quilômetros do Recife, o projeto encontrou provas de que é possível dar um tratamento digno à população carente. Os professores recebem um salário de R$ 1.300, o hospital tem capacidade para atender doentes até de outras cidades e há uma escola de música com alunos de 5 a 60 anos."


Fonte: Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Reportagem: Eduardo Machado, do Jornal do Commercio (emachado@jc.com.br)
Publicada em 06.04.2008, editoria de Cidades.

Relatório completo da Caravana do CREMEPE 2008 na internet:
http://hotsite.cremepe.org.br
/caravana_do_cremepe/download/
2008/RELATORIA_FINAL_4_ANOS.pdf

S.M.J. que o meu.

Amém !

Pedro Torres Filho.
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